Tinhorão De Volta à Roda

RESUMO O historiador José Ramos Tinhorão protagonizou refregas ao se posicionar contra movimentos, como a bossa nova e o tropicalismo, e ícones da música popular. Aos 86, longe do noticiário e preparando o 29º livro, o crítico marxista, que diz ter rompido com a existência burguesa nos anos 80, segue agoniado, amado e odiado. Sentado com as pernas abertas numa cadeira de bar, as mãos espalmadas sobre isso os joelhos, José Ramos Tinhorão observa a roda de samba em sua homenagem.

Na véspera, 7 de fevereiro de 2014, ele completara oitenta e seis anos, daí o motivo da festa. Terra Brasileira e Samba de Terreiro de Mauá, por amigos e admiradores. Destoar faz divisão da meio ambiente do velho historiador e crítico. Ali nasceu o rótulo de crítico radical marxista e nacionalista que, alimentado à farta pelo próprio, jamais se descolaria dele, mesmo pelo motivo de, ao se reinventar como historiador da cultura urbana, o rotulado manteve seus dogmas e tua ortodoxia.

Quem passa pelo cruzamento das ruas General Jardim e Dr. Vila Nova nem se dá conta de quem seja o senhor festejado, o que parece explícito. Faz ao menos menos dez anos que Tinhorão quase sumiu do noticiário, a não ser por reportagens e resenhas eventuais, em geral dedicadas a livros que lança ou reedita.

  • Maisa - 31/10/2009 - 21:Dezesseis
  • Carol says
  • cinco instrumentos: Piano, Musicbox, Organ, Rhodes, Synth
  • Partitura - 3,3%
  • Data : 04/03/18
  • 3 anos atrás
  • 1ª - A E7 A A7 D Dm A E7 A
  • Arredondados / Queda de notas - visualização virtual vertical ou horizontal das notas

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É, ao que tudo indica, um isolamento involuntário, que, mesmo aos 86, ele continua lúcido, angustiado e prolífico. Finaliza teu 29º livro, sobre as origens do congado, manifestação de ascendência africana que, entre os séculos dezessete e 19, foi uma das festas mais populares do Brasil.

O trabalho ainda não tem data para ser publicado. Até Acampamento Feminista Usa A Música Pra Oferecer Solidariedade Entre Moças outubro a editora 34, que concentra a maioria da obra de Tinhorão, lançará uma reedição de “Música Popular - Do Gramofone ao Rádio e Tv” (1981), com texto revisto e um novo prefácio.

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Por outra editora, a da Unesp, o autor publicou em 2012 “Comemoração de Negro em Devoção de Branco”, em que investiga as conexões entre a cultura africana, o catolicismo português e o Carnaval brasileiro. 2 anos antes, em 2010, foi lançada uma biografia autorizada do autor, “Tinhorão, o Legendário” (Imprensa Oficial do Estado de São Paulo), de Elizabeth Lorenzotti. A desaparição precisa ser relativizada também por causa de, a despeito da tradicional queixa de Tinhorão de que é subvalorizado, tua obra ganha ainda mais respeito. Aula De Violão Completa Para Principiantes de “História Social da Música Popular Brasileira” (ed.

Elisa Meier Ferreira, bandolinista de vinte anos, sentou-se junto a Tinhorão. Viajara de Porto Feliz (a 118 km de São Paulo) só para tietá-lo, do mesmo jeito as irmãs Corina, 26, flautista, e Lia, 23, violonista. Ela formam o grupo “Choro das 3", dedicado a tocar o gênero.

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Corina, “leio e admiro o Tinhorão”. Tinhorão também é revisitado, nas novas gerações, Saiba Como ‘oferecer Um Show’ Com Seu IPad o critica. A História Esquecida Do 1º Barão Negro Do Brasil Império, Senhor De 1 mil Escravos se refere o músico de certo modo está relacionada às origens de Tinhorão. José Ramos nasceu em 7 de fevereiro de 1928 em Santos, litoral paulista, primogênito de uma família de imigrantes ibéricos (o pai era português e a mãe, filha de espanhóis).